RELATO DE EXPERIÊNCIA EM UMA CRECHE MUNICIPAL
COM CRIANÇA SÍNDROME DE DOWN

Patrícia Silva Ferreira

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Imagem: acervo Portal Educação Inclusiva

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Sou professora da Rede Municipal de Castanhal no estado do Pará, concursada desde 2007, com formação em licenciatura Plena em Pedagogia e Especialização em Psicopedagogia com Ênfase em Educação Especial, atualmente estou graduanda em Letras-Português pela Universidade do Estado do Pará.
Trabalhei em 2016 na função de professora auxiliar de uma criança com Síndrome de Down em uma classe regular de uma creche na Rede Municipal de Castanhal- PA, numa classe com 25 alunos. O aluno tinha 4 anos e estava no processo de socialização, apto a desenvolvesse em um contexto de interação social propício a aprendizagem.
Em conjunto com a direção, Coordenação Pedagógica, professora titular e equipe de apoio da escola, trabalhei a inclusão do aluno Down no contexto escolar e as relações sócio afetivas com os colegas, professores e demais funcionários da Creche.

Os desafios enfrentados foram muitos, que iam desde a aceitação do aluno pelos colegas, até a forma de aprendizado, que o mesmo apresentava um ritmo mais lento de entendimento. Nesta turma observei que as meninas apresentaram bastante receptividade e carinho com o Paulinho, já os meninos preferiam ignorá-lo.
O processo de inclusão na turma iniciou-se nos momentos das brincadeiras, dinâmicas em grupos, entre outras metodologias, que aos poucos foram dando certo e o Paulinho devagarinho ia sendo aceito pelos colegas.
Os planejamentos eram feitos semanalmente em sintonia com a professora titular, considerando sempre os avanços do aluno. O objetivo era fazer com que os alunos aprendessem respeitar as diferenças, respeitando as características individuais de cada um.

 

 

"O processo de inclusão
na turma iniciou-se nos
momentos das brincadeiras, dinâmicas em grupos,
entre outras metodologias..."

O aluno incluso, era convidado a participar de todas as rotinas de sala e projetos da unidade escolar. No início houve certa resistência em cumprir combinados comuns a todos, por parte do aluno, no entanto foi trabalhado a atenção e concentração nas atividades, por meio de jogos da memória, oficinas de brinquedos, entre outros.
Vale ressaltar a participação da família do Paulinho, no processo de ensino aprendizagem e inclusão do aluno, que se tornaram essências para o desenvolvimento do educando.
O processo de avaliação era feito por meio de observações diárias do professor, sob orientação da coordenação pedagógica e entregue a cada semestre a secretaria da escola, segue trecho do relatório do 1º semestre do aluno: “Nos aspectos atitudinais, vai ao banheiro com a supervisão da auxiliar da turma, já desenvolveu a capacidade de vestir-se sozinho, organiza o que utiliza. “Quando, por exemplo, é solicitado que “tire ou guarde a agenda”, “pegue a toalha para o lanche”, “retire o copo da mochila para beber água”, este entende como funciona a rotina diária da turma, também adota hábitos de cuidados com o corpo e com o ambiente. Paulo também já consegue observar elementos da linguagem visual: forma, cor, volume, textura, macio, áspero ou liso. Cria desenhos e pinturas livres ou dirigidos de acordo com o seu nível de desenvolvimento”. Nota-se que já no primeiro semestre o aluno apresentou desenvolvimento consideráveis, bem como no decorrer do semestre foram notáveis os objetivos alcançados.

Trabalhar a inclusão de um aluno com necessidades especiais dentro de uma creche (já nos primeiros anos de vida), para mim foi um grande desafio. Há sempre questionamentos que fazemos:

  • Como vou fazer para integrá-lo ao grupo?
  • Será que vou consegui?
  • Quais as fermentas corretas?
  • Existe uma forma pronta e acabada?

Trabalhar a inclusão de um aluno com necessidades especiais dentro de uma creche (já nos primeiros anos de vida), para mim foi um grande desafio. Há sempre questionamentos que fazemos: Como vou fazer para integrá-lo ao grupo? Será que vou consegui? Quais as fermentas corretas? Existe uma forma pronta e acabada?
Ao longo do processo, essa experiência serviu para que eu continuasse acreditando na inclusão, se nós enquanto educadores, usarmos as ferramentas corretas acrescidas de muito amor, faremos a diferença na vida de muitas crianças que buscam pela aceitação na sociedade.
Essa experiência motivou-me a pesquisar e buscar, cada vez mais aprender sobre essa deficiência (Síndrome de Down), e outras, para que eu possa continuar fazendo a diferença na vida dos meus alunos e assim contribuir para a aceitação da inclusão escolar e social, formando assim cidadãos conscientes de sua participação no mundo.

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Imagem: acervo Portal Educação Inclusiva

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